Por José Manoel Ferreira Gonçalves
Telma de Souza foi uma batalhadora, uma lutadora. Uma pessoa que tive o prazer de conhecer quando havia acabado de assumir a Rádio Atlântica, em Santos, num momento difícil da história da cidade.
Telma me impressionou muito pela sua força, pela coragem e pela disposição de enfrentar questões que eram muito difíceis naquela época.
Tenho grandes recordações desse período. Lembro de uma visita que ela fez à rádio acompanhada de Lula, então presidente do PT. Foi um momento marcante, do qual guardo boas lembranças.
Telma enfrentou aquele manicômio do Hospital Anchieta, que era uma vergonha. Teve coragem de enfrentar aquela situação e toda a resistência que existia para mudar aquela realidade.
Também enfrentou a questão da distribuição de seringas descartáveis para pessoas que usavam drogas, como medida de prevenção da AIDS. Era um assunto muito polêmico, que provocava enorme resistência. E ela enfrentou tudo isso, com muita determinação.
Mexeu também na questão do transporte público de Santos, um assunto sempre muito difícil, dominado por poucas empresas, com interesses muito fortes. Era mais uma situação complicada que ela teve coragem de enfrentar.
Telma foi uma pessoa que enfrentou muita resistência ao longo de sua trajetória. Uma mulher firme, batalhadora, que não se intimidava diante das dificuldades.
É assim que me lembro dela. Da sua força, da sua coragem e da disposição de enfrentar problemas que muitos preferiam não enfrentar.
Recebo com tristeza a notícia de sua partida. Guardo o respeito, a admiração e as boas recordações de uma mulher que lutou muito e deixou sua marca na história de Santos.
Meus sentimentos à família e a todos que conviveram com ela.
José Manoel Ferreira Gonçalves