CHAPA 55: PAIXÃO CORINTHIANA

Compartilhe:

Por José Manoel Ferreira Gonçalves
Corinthiano, engenheiro, jornalista e advogado
#Chapa55PaixãoCorinhiana

O Corinthians nasceu em 1910, no Bom Retiro, das mãos de operários que tinham pouco no bolso e muita disposição para construir algo maior que eles. Mais de um século depois, o clube carrega a paixão de milhões e o peso de uma dívida bilionária. A Chapa 55, Paixão Corinthiana, disputa a eleição do Conselho Deliberativo, marcada para 28 de novembro, com um compromisso claro: fortalecer a instituição com mudanças estruturais que ataquem os problemas na raiz.

A tarefa exige organização, planejamento e transparência. Exige também apurar responsabilidades e punir quem causou prejuízo ao patrimônio alvinegro. Sem punição, o erro vira método. Transparência, para nós, quer dizer contas que o associado consiga ler e contratos que suportem a luz do dia. Um clube que tantas gerações ergueram não pode viver de improviso.

A crise do Corinthians é, antes de tudo, uma crise de gestão. Os erros da cartolagem deixam marcas no gramado. O torcedor sente no domingo o que alguém decidiu na segunda-feira, numa sala fechada do Parque São Jorge. Quem paga a conta é a Fiel. Ela lota a arquibancada, compra a camisa, sustenta o clube e assiste, impotente, ao estrago.

O Conselho precisa reencontrar sua razão de existir. Competelhe fiscalizar a Diretoria, examinar as contas e pôr os interesses do clube acima de qualquer conveniência de grupo. Fiscalizar é perguntar para onde foi cada real. E perguntar de novo quando a resposta não vem. Um Conselho que apenas carimba abdica da própria função. Conselheiro que só comparece às reuniões esquenta cadeira.

Chegamos a esta eleição com trabalho feito. Neste triênio, cobramos explicações da administração e dos órgãos internos. Contestamos decisões que julgamos danosas ao clube e exigimos que o estatuto valesse para todos. O Conselho de Ética, a nosso ver, não deu resposta à altura das questões que apresentamos. Levamos então a discussão à Justiça comum. Mecanismo de controle que não funciona vira enfeite. Omissão não encerra debate.

Nossa inspiração tem nome: Vicente Matheus. Com ele na presidência, o Corinthians quebrou em 1977 um jejum de quase 23 anos sem título. Dele herdamos a paixão sem cerimônia e a coragem de comprar briga pelo clube. É esse temperamento que levaremos ao Conselho, com independência para questionar e cobrar, sejam quais forem os envolvidos.

Nenhum grupo, por mais bem-intencionado, resolve sozinho o que anos de descuido acumularam. Por isso, conclamamos os sócios a participar da eleição, sobretudo os que costumam ficar em casa no dia da votação. Cada voto ausente favorece quem prefere o clube nas mãos de poucos e o cofre longe de quem paga a conta.

O voto, porém, apenas abre a porta. Depois das urnas, o sócio deve acompanhar as decisões, ler os balanços e cobrar cada proposta, a começar pelas nossas. Empenhamos nossa palavra, e é ao associado que prestaremos contas.

O Corinthians precisa da sua presença, da sua voz e do seu voto. Quem faz parte dessa história tem o direito e a força de ajudar

Ouça no Youtube

José Manoel Ferreira Gonçalves

José Manoel Ferreira Gonçalves

Engenheiro, advogado, jornalista e cientista político. Pós-doutor em Sustentabilidade e Transportes pela Universidade de Lisboa, ocupa a cadeira nº 13 da Academia Mackenzista de Letras. É autor de 21 livros que transitam entre engenharia, política, sustentabilidade e ética pública.

Foi professor, pesquisador, colaborador em órgãos ambientais e repórter da Rádio Jovem Pan. Fundador e presidente da FerroFrente, Frente pela Volta das Ferrovias e da Água Viva, Associação Guarujá Viva. Coordenador do EPD-Movimento Engenheiros pela Democracia e do SOS Planeta.


Saiba mais sobre o autor

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email