Gastos com diárias e despesas no CREA/SP: O pior custo/benefício possível da Engenharia

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Finalmente uma demonstração de eficiência da gestão sub judice do CREA/SP: os conselheiros acabam de aprovar, a toque de caixa, a prestação de contas de dezembro e o relatório de balancete do ano passado.

Considerando que em 2019 o CREA-SP torrou R$ 27 milhões apenas em diárias – bancadas pela famigerada anuidade obrigatória, da qual a atual gestão não abre mão, nem se esforça para buscar alternativas –, é de se aplaudir a eficiência do Conselho nesse quesito.

E olha que as exigências para comprovar essas despesas são, no papel, bem extensas.

Despesas com propaganda, por exemplo, cada vez mais frequentes na entidade, precisam de solicitação de propostas dos veículos de comunicação, contrato de prestação de serviços e as devidas notas fiscais.

Quanto às diárias, todos, inclusive os campeões de gastos, precisam apresentar relatório de reembolso com nota fiscal do serviço hotelaria, com especificação do hóspede, bilhete aéreo com especificação do passageiro, nota fiscal dos gastos com combustível e relatório com motivo da viagem. Haja papel e relatório!

É de se estranhar que, diante de tantas despesas, que refletem uma atividade intensa do CREA/SP, o resultado da gestão seja tão pífio em benefícios para os profissionais registrados no Conselho.

O dinheiro do CREA-SP não pode mais alimentar gordas diárias e quilometragens!

Com o atual orçamento, é possível realizar muito mais com uma boa administração e alocação do dinheiro em projetos e iniciativas de real interesse dos profissionais.

José Manoel Ferreira Gonçalves é engenheiro, jornalista, advogado, professor doutor, pós-graduado em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, integrante do Engenheiros pela Democracia e presidente da Ferrofrente

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