Impasse com caminhoneiros impõe agenda de revitalização das ferrovias, defende associação

Impasse com caminhoneiros impõe agenda de revitalização das ferrovias, defende associação

Impasse com caminhoneiros impõe agenda de revitalização das ferrovias, defende associação

Ferrofrente está com várias ações para chamar a atenção do governo e da sociedade sobre a importância de se incentivar o transporte de carga e passageiros por linhas férreas, inclusive a anulação do leilão da ferrovia Norte-Sul
“O Brasil tem muito trilho e pouco trem”, afirma presidente da entidade

O temor por uma nova greve dos caminhoneiros traz à discussão a retomada de outros meios de transporte que foram esquecidos nas últimas décadas.
Na área de ferrovias, porém, as perspectivas não são boas diante dessa oportunidade. As poucas linhas que operam representam uma fatia pequena da malha ferroviária existente, e não estão disponíveis para a esmagadora maioria do transporte de carga e passageiros. Há muito trilho e pouco trem. E, para agravar a situação, o governo adotou uma política de renovação do atual modelo de concessões, o que pode manter essa realidade de pouco uso das ferrovias por mais uma geração.
O alerta é da Ferrofrente – Frente Nacional pela Volta das Ferrovias, que desde o início deste ano tem tomado várias iniciativas para provocar o debate sobre um novo modelo para o transporte rodoviário.
Em nível federal, a entidade entrou com pedido de anulação do leilão da ferrovia Norte-Sul, por entender que ele privilegiou duas empresas. Além disso, levou ao ministro Tarcísio de Freitas, da infraestrutura, uma série de reivindicações, inclusive a realização de audiências públicas para discutir as próximas concessões. O pedido de anulação do leilão da Norte-Sul está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal).
Em São Paulo, a Ferrofrente contesta a renovação do contrato da malha paulista, pois entende que isso acaba com a possibilidade de transporte de passageiros no estado. O mandado de segurança está em análise no Tribunal de Contas da União.
“O governo anuncia que está retomando os investimentos nas ferrovias, mas o que está acontecendo na verdade é que tudo está se encaminhando para termos por mais 40 anos ferrovias subutilizadas e sem qualquer propósito de integração do país”, resume o presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves.

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José Manoel Ferreira Gonçalves é graduado em: Engenharia Civil, Jornalismo e Direito. Além das graduações tem cinco especializações (latu sensu): Termofluidomecânica, Geoprocessamento, Engenharia Oceânica História da arte Ciências Políticas Fez ainda Mestrado e Doutorado (stricto sensu): Mestrado – Engenharia Mecânica, Doutorado – Engenharia de Produção e Pós-doutorado na área de logística. José Manoel atuou em áreas diversas, como engenharia civil, tendo sido diretor do SECOVI, jornalismo (com destaque para a rádio Jovem Pan), professor universitário e diretor de campi.

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